Já estamos em guerra, simplesmente isso não foi comunicado à maioria.

As mudanças de paradigma a ritmos glaciais

Não há como fugir à expressão “mudança de paradigma”. Tornou-se um daqueles chavões imponentes que no fim de contas acabam por não abrir portas nenhumas. Uma expressão que quase sempre está ao mesmo nível que outras mais populares como “é a vida”, ou “não há nada a fazer”. O que traduzem é uma inevitabilidade de um evento. Algo de fora que é imposto ao individuo, ou comunidade, e sobre o qual detém, na melhor das hipóteses, um poder residual – como um eleitor de opções minoritárias, pode opor-se à maioria mas acaba por ser arrastado pela corrente.

No comunicado do Conselho Académico da Universidade Católica Portuguesa  (que é, segundo os próprios, uma orientação e não uma imposição de novos códigos) parece que finalmente estamos perante um daqueles raros casos em que uma organização é previdente, e ambiciosa, o suficiente para encarar a mudança de paradigma não como algo que lhe acontece e ao qual tem que reagir mas antes como algo que pode condicionar imprimindo-lhe a sua própria agenda e interesses. É pedido aos alunos que se vistam de acordo com o sitio onde estão que para todos os efeitos é um local religioso (é um ponto muito discutível que todos os lugares religiosos tenham que ter um ar pudico mas, dado falarmos da tradição católica, entende-se a associação imediata). Ou seja reformular a longo prazo a apresentação pública dos alunos e professores (estes últimos suponho que não mudem muito por já terem um laço de dependência económica para com a Igreja Católica).

E é assim que uma instituição que está há décadas em retirada ideológica do mundo recupera a iniciativa de combate cultural. Primeiro propõe algo que provavelmente a maioria dos portugueses (incluindo os pais dos ditos alunos) não teriam problemas em concordar: vistam-se de forma menos informal. Mensagem: nem todos os sítios são apropriados para se vestir tudo o que queremos. E com isto eu próprio (não conservador que sou) posso concordar. Em termos informais vivemos numa cultura abandalhada, até visualmente, que demonstra de forma subconsciente o profundo desprezo que sente em relação à suposta credibilidade das instituições portuguesas. Depois deste ponto quase unânime começam as ramificações indesejadas. Em primeiro lugar na lista surge a definição da UCP, se é um órgão religioso então desesperadamente precisa de ver os seus estatutos revistos e se é um órgão de ensino igual ao público então tem que se reger por directivas Universais, não deve viver no eterno limbo entre o caso excepcional católico e a Instituição de Ensino normal. Em segundo lugar isto levanta a questão do desrespeito para com as instituições e as suas causas. Criar um código de vestuário mínimo é a prova que já e falhou no terreno em termos de credibilidade pública e respeito. A aplicação de tal código só pode tapar o sintoma de decadência mas nas não pode corrigir o problema central “o aluno/cidadão não respeita a sua faculdade/sociedade”. Tal medida passaria a ser um mero correctivo autoritário de cariz temporário destinado a uma limpeza estética mas não a uma restauração.

Fechando o círculo e voltando à questão da iniciativa cultural da Igreja repare-se que há uma grande subtileza e cuidado (sensibilidade seria talvez demasiado optimista) ao tomar acção. Nada que jamais possa ser claramente visto como coercivo (apenas uma recomendação, um desejo, uma vaga sugestão) cujo desenvolvimento dependerá como sempre da resposta que obtiver da sociedade como um todo. De algo que todos, ou quase todos, podemos concordar fica a porta aberta para novas medidas que teriam a legitimidade da existência do precedente apesar de provavelmente já não partilharem de um amplo apoio social. De algo real e consensual facilmente podemos passar ao meramente autoritário. Será a única resposta possível aos sintomas de um país doente uma receita de leves repressões? E quando isso não resolver os problemas de base? Repressão menos leve? Dependerá do objectivo certamente de quem aplica tais receitas.

A um ritmo quase invisível começam a despontar iniciativas como esta que sendo completamente ignoradas pela sociedade podem vir a formar uma onda forte o suficiente para deslocar o paradigma. Para onde exactamente é menos claro.

Adendas explicativas para clarificar filiações ideológicas e de outras naturezas: O actual reitor da UCP é Manuel Braga da Cruz cujo pai, Guilherme Braga da Cruz, ajudou a fundar a universidade (e ocupou também o lugar de reitor) em estreita colaboração com o Cardeal Cerejeira. Guilherme Braga da Cruz foi também o único português, que seja do conhecimento público, a receber um doutoramento honoris causa da Universidade de Navarra (1967), universidade essa fundada pelo Opus Dei além ter participado em retiros espirituais da Obra até à sua morte em 1977. Apesar de nunca ter estado formalmente ligado ao Opus Dei parece de ter sido repetidamente aliciado a isso segundo fontes familiares.(1)

(1)    Vilela, António José e Brandão, Pedro Ramos, Salazar e a Conspiração do Opus Dei, Casa das Letras, 2011, págs. 176- 179).  

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15 responses

  1. O Conselho Académico da Universidade Católica recomendou que a sua comunidade adoptasse “formas de vestuário dignas e convenientes” e que se “chamasse a atenção dos que se apresentassem de maneira imprópria”. Apesar dos seus estatutos não implicarem o uso de farda, suponho que, para quem não cumpra a directriz, seja infligido um qualquer tipo de castigo corporal ao melhor estilo pidesco, revisitando-se o Estado Novo, sempre tão castrador de razões democráticas e da liberdade de expressão individual. Para um estabelecimento de ensino que advoga ter “uma visão cristã do homem”, tal e qual a Igreja que o suporta, deveria saber que mais importante do que a vestimenta e a aparência, é o espírito interior e o bom senso de cada um.

    Julho 28, 2011 às 12:05 pm

    • caro Dylan,

      Acho que para começar não era má ideia rever os estatutos da Universidade para sabermos de uma vez por todas se é uma espécie de ordem de ensino religioso ou uma universidade civil privada normal, este sistema misto levanta muitas dúvidas e ambiguidades. O objectivo de medidas deste tipo (tomadas tão ao de leve) não é castigar ninguém… é mais testar as águas quer dentro quer fora da Universidade para ver o que a opinião pública estaria disposta a mudar.

      Quanto ao conteúdo interior vs regras exteriores só posso citar o próprio livro: 2. Coríntios 3.6 : “É Ele [Deus através de Cristo] que nos torna aptos para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, enquanto o Espírito dá a vida.” (claro que disto tudo eles retiram apenas que têm um mandato de poder temporal exclusivo dentro do Cristianismo…)

      Julho 28, 2011 às 12:53 pm

  2. Pingback: O paradigma continua a mutar « Guerras Culturais

  3. A UCP é uma universidade católica, como o nome indica. Quem não é católico e não concorda com as regras, que vá para outras universidades. Em Portugal não faltam cursos e faculdades. É tão simples quanto isto. E eu nem sequer sou beato ou simpatiizante da Opus Dei. É uma questão de bom senso.

    Agosto 25, 2011 às 1:49 am

    • A UCP, ao que parece, tem uma série de acordos, estatutos, projectos e financiamentos que dependem de atribuição do Estado, ou seja, do cidadão, católico ou não católico. Ou seja, o seu estatuto é para todos os efeitos misto. Mesmo que fosse uma instituição inteiramente privada não mudava uma vírgula daquilo que quero dizer. Parecem ser tentativas de condicionamento. Simplesmente nesse caso não contribuiríamos todos para as patrocinar.

      Agosto 25, 2011 às 9:38 am

      • Porquê? Temos todos de pensar da mesma maneira? Onde fica a liberdade no meio disso tudo? A UCP é católica e tem as suas regras. Quem não gostar que se mude. Quanto aos protocolos com o Estado, o que diz não faz sentido. A Católica não é uma instituição pública e, como tal, é livre de definir as suas regras (se toda a gente que recebe apoios públicos tivesse de seguir uma determinada ideologia, viveríamos em ditadura. Além de que, neste caso, a Católica presta um serviço ao País, não recebe nada de graça). O senhor escreve que “Simplesmente nesse caso não contribuiríamos todos para as patrocinar”. Mas porquê? O Estado só pode patrocinar aquilo que o senhor e os seus correlegionários consideram louvável e correcto? Onde está a liberdade de dissidência e a tolerância para quem não pensa como nós?

        Agosto 26, 2011 às 1:25 am

  4. Uma sociedade é tanto mais rica quanto mais plural for. O que o senhor quer é uma sociedade monolítica, em que todos têm de ter crenças e atitudes ditas “progressistas” e em que quem não pensa da mesma forma é marginalizado (por exemplo, cortando lhe os apoios estatais, como sugere no seu comentário). Surpreendentemente, muitos católicos portugueses são hoje muito mais tolerantes e genuinamente democratas (no sentido em que respeitam as opiniões e (des)crenças diferentes das suas e não defendem a sua supressão) do que muitos ditos “progressistas”. É triste constatar que, em pleno século XXI, a esquerda precise de levar lições de democracia vindas de católicos. As voltas que o mundo dá.

    Agosto 26, 2011 às 1:31 am

    • Em resposta ao seu primeiro comentário:

      A liberdade do cidadão livre fica pelas ruas da manipulação lenta mas segura por onde a estão a guiar seja através de instituições públicas ou privadas (vulgo engenharia social que seus colegas de seita nos diziam que só poderia ocorrer do outro lado da cortina de ferro). A católica beneficia de uma série de privilégios que outras instituições privadas não beneficiam (a suspeita geral é que é precisamente por ser católica) por isso diga-me você onde fica a liberdade e igualdade. Onde está a liberdade do crente católico? Nas suas Igrejas abertas, na sua doutrina pregada livremente, nas suas manifestações, nos seus benefícios ficais, na sua voz livre etc. Agora pergunto eu, numa sociedade fortemente católica (como foi a que precedeu esta) e na visão dos ultramontanos onde estão as liberdades dos outros?

      Em resposta ao seu segundo comentário:

      Agora já sabe o que eu quero e de que sector político serei… você é melhor que um vidente. Dá “consultas”?
      Voltamos ao jogo da demonização… os católicos não conhecem outro? O conceito de uma liberdade que funciona para os dois lados está complicado de entender pelo que vejo. Percebo perfeitamente a dada a deformação ideológica que sofreu.

      Agosto 26, 2011 às 10:01 am

  5. Caro Nicolau, vamos por partes:

    1) Em relação aos privilégios da U. Católica, que decorrem da Concordata (daí a designação de “Concordatária”), devo dizer que estou de acordo consigo. A Católica deveria gozar dos mesmos direitos que são atribuídos às universidades privadas.

    2) Como deve saber, há direitos consagrados na Constituição que são inalienáveis, isto é, de que nem os próprios cidadãos podem abdicar se desejarem. É o caso do direito à vida, à imagem, etc. A recomendação de vestuário que a Católica emitiu não viola nenhum destes direitos; qualquer instituição tem o direito de estabelecer regras próprias de pertença e de convivência, desde que não desrespeite esses preceitos constitucionais. Quem não gostar das regras de vestuário ou da moral religiosa que impregna a UCP tem bom remédio: que vá estudar para as universidades públicas.

    3) Voltando ao tema da exposição rejeitada pela Tranquilidade, repare numa coisa: eu não gosto de arte na forma de desenhos de pénis. A temática gay não me diz nada. Não gosto. Isso faz de mim uma pessoa com atitutdes homofóbicas ou discriminatórias em relação aos gays? Temos todos de gostar do mesmo? O Nicolau tem de gostar de arte católica? Se não gostar isso significa que discrimina os católicos?

    4) Discriminar é, por definição, privar alguém dos seus direitos devido à sua raça, credo,ideologia, género ou orientação sexual. Não gostar da temática homossexual de uma exposição artística não é privar alguém dos seus direitos. Recusar-se a patrocinar uma exposição por não gostar do seu tema também não é discriminação.

    5) Não vou entrar por considerações sobre “deformação ideológica” ou “demonização”. Digo-lhe apenas isto: defendo a tolerância e o respeito pelas opiniões alheias e procuro seguir a máxima de Voltaire – “Discordo do que dizes, mas bater-me-ia até à morte pelo teu direito a dizê-lo”. Não acredito, claro está, em “guerras culturais”. Isso é coisa de Torquemadas modernos.

    Agosto 26, 2011 às 11:43 am

    • 1) Bem então em alguma coisa concordamos. Já não é mau. Sendo o estatuto especial retirado metade do seu segundo ponto já não se coloca.

      2) O problema é que você insiste na legalidade (defeito cultural do nosso formalismo legalista bem sei) e eu não toco nesse tema. Falo em intenções culturais e objectivos de condicionamento. Há planos e planos e opressões e opressões.

      3) Quando não gostamos de algo temos todos bom remédio, é ficar longe. O que não fazemos é tentar apagar do mapa as outras pessoas ou as suas obras.

      4) Mais uma vez a legalidade quando eu não falo no assunto… Se querem ser honestos digam isso também quando recebem o dinheiro das pessoas. Senão tenho todo o direito a este tipo de crítica. Servem para pagar mas não para serem culturalmente representados.

      5) E nós bem sabemos quem servia Torquemada não é? 🙂 Há aqui alguma dissonância cognitiva já que eu sempre falei em tentativas de condicionamento cultural (imprimir padrões mentais nas pessoas quer elas o percebam ou não) e você responde em legalidades estritas que sinceramente pouco ou nada me dizem (já as vi em acção e sei quem é suposto defenderem e protegerem) além de não terem sido abordadas. Mais uma vez para oprimir alguém, a longo prazo, não preciso de um decreto de lei (mas ninguém tenha dúvidas que ele aparecerá quando o “momento cultural” estiver maduro).

      Agosto 26, 2011 às 12:38 pm

  6. Caro Nicolau, vou esforçar-me por não acrescentar pontos a este nosso debate, para não ficar demasiado extenso:

    1) Defendo a igualdade de todos perante a lei, e, como tal, não posso concordar com a atribuição de privilégios a uma determinada confissão em detrimento das restantes (apesar das considerações históricas que se poderiam tecer sobre o confisco de bens da Igreja em 1834 e 1910, de que a Concordata foi uma espécie de compensação).

    2. Repare que eu não cito uma lei qualquer, mas sim a Constituição, que é o documento que garante as nossas liberdades. As intenções culturais e os objectivos de condicionamento, como o senhor refere, são perfeitamente legítimas, se forem feitas à luz da Constituição. E a Constituição é precisamente a nossa protecção contra os tais “planos e planos de opressões e opressões”. Vou lhe dar um exemplo: a Igreja Católica consegue obrigar as alunas da UCP – que só lá estudam porque querem – a não usarem mini-saias na faculdade. Mas não consegue impedir as portuguesas em geral de usarem mini-saia na via pública. Ou impedir as televisões de transmitirem filmes eróticos. A Constituição e a lei do País impedem a Igreja de o fazer (felizmente!!!).

    3) Mas não se trata de querer apagar do mapa os gays ou as suas obras (falo por mim, claro). E volto a insistir neste ponto: a Tranquilidade é uma empresa privada e apoia quem quiser. Ninguém, incluindo os stakeholders da Tranquilidade (accionistas, trabalhadores, clientes, etc) é obrigado a gostar de arte com temática gay. E ninguém deveria ser penalizado ou marginalizado por não gostar de arte ou temática gay. Gostos não se discutem. E não gostar é algo muito diferente de discriminar – que é privar alguém do exercício dos seus direitos legítimos (e quando faço em direito refiro-me também ao chamado direito natural e não apenas ao que está consagrado nas leis da República).

    4) Não percebi este seu ponto. Quem é que recebe o dinheiro das pessoas? Se se refere à Tranquilidade, relembro que a empresa é uma seguradora, não uma galeria artística. A Tranquilidade só exerce o mecenato se quiser. E os clientes da Tranquilidade que apreciam arte com temática gay são livres de mudar de seguradora (e eu não os critico se o fizerem).

    5) Claro, e o que queria Torquemada? Uma sociedade perfeita, limpinha de todos os que não pensavam como ele, homogénea, sem aquilo que ele considerava moralmente errado. É um pouco como muitos “progressistas” de hoje em dia: querem que toda a gente pense como eles (com as devidas diferenças em relação a Torquemada e aos seus métodos, claro). Se eu vivesse nos tempos de Torquemada provavelmente acabaria queimado num poste, porque não concordo com essa forma de ver o mundo. A riqueza de uma sociedade está na dissidência, na pluralidade, na liberdade de escolha e na tolerância (isto é, em aceitar que há pessoas que não pensam como nós). A “guerra cultural” leva apenas ao empobrecimento de todos nós, tal como a Inquisição e a sua “limpieza de sangre” levaram à decadência dos reinos ibéricos.

    Agosto 26, 2011 às 1:48 pm

    • Vou também tentar ser breve porque estamos no ponto em que nos começamos a repetir sem acrescentar muito.

      1) E quem compensa os grupos perseguidos antes pela mesma Igreja? Se quiserem abrir essa porta então fantástico mas não se queixem se a fila for grande.

      2) Poderá ser legal. Depende do objectivo último da mudança pretendida. E mesmo além disso oponho-me radicalmente a estas formas de manipulação das pessoas que não passam de engenharia social conservadora (sector que tanto gritou contra estas tácticas quando o outro lado as usou). São um atentado a um ambiente condutor à liberdade de pensamento.

      3) Pela última vez eu já lhe dei razão eles legalmente apoiam quem quiserem (dado o actual sistema de propriedade privada não há por onde lhes tocar) mas vamos chamar as coisas pelo nome. A exposição foi cancelada por preconceito (basta ler a resposta carregada de condenação “moral”).

      4) Claro que falo dos clientes. Sabe bem à empresa receber o dinheiro de todos mas depois dá repostas que certo tipo de clientes (e qualquer obra que os represente) “está contra os valores daquela empresa”. Se querem ser honestos digam então à partida quais são os grupos “morais” o suficiente para serem seus clientes (daria para encher uma salinha de bingo?). Senão é apenas um jogo de hipocrisia.

      5) O que quer a Igreja Católica? Uma sociedade senão purgada fisicamente (já não é uma possibilidade – por enquanto e por aqui) pelo menos obediente à sua liderança e regida pelas suas vontades. Sinceramente vejo pouca mudança tirando aquela dos limites que lhes foram sendo impostos por um mundo cada vez mais plural.

      6) A Guerra Cultural já é a nossa realidade. Simplesmente está numa fase menos violenta do que no passado (pelo menos por enquanto) e não vejo qualquer motivo para o seu abrandamento ou fim (antes pelo contrário, as tensões crescem). Não vou, em nome de uma legalidade que foi pervertida ou que só existe para alguns, fechar os olhos às tentativas descaradas e abusadoras que determinado sector faz sistematicamente para refazer o nosso país e sociedade à sua imagem. Já tiveram o seu tempo e se bem me lembro foram depostos.

      Agosto 26, 2011 às 2:15 pm

  7. Permita-me acrescentar um pormenor relevante ao ponto 3: a exposição não foi cancelada por o artista ser gay (se assim fosse, as galerias da Tranquilidade estariam estariam vazias). O que levou ao cancelamento da exposição foi a sua temática (quadros de pénis erectos).

    Agosto 26, 2011 às 1:53 pm

  8. (desculpe o pormenor gráfico)

    Agosto 26, 2011 às 1:54 pm

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