Já estamos em guerra, simplesmente isso não foi comunicado à maioria.

Este debate não foi feito

Cada um de nós pode pensar o que quiser sobre o tema mas a verdade é que aquilo que Vítor Gaspar fala, a escolha estratégica (presumo) de sectores onde o estado está ou não está presente, não foi discutido pelos cidadãos e muito menos por eles aprovada. Está-se a querer redefinir o que é o Estado e a Nação sem ter que se passar pela opinião pública.

Longe de estar perfeito mas com os devidos limites é o melhor que temos...

Seria possível dizer que muita coisa estava no programa de governo e que, como tal, não pode vir como surpresa mas há que considerar dois factos que quase que anulam essa afirmação totalmente: a) os programas de governo são feitos para não serem lidos senão a linguagem era clara e o tamanho cerca de 10% daquele que normalmente é além de ter quantificações justificadas e b) Assim que tomou posse o governo deitou fora o programa dizendo que ia muito mais além (ou seja para áreas que nem foram tornadas públicas quanto mais discutidas). Ou seja já estava a governar desde o primeiro dia além daquilo para o que foi mandatado.

Dizem que antes era presidente...

Num clima de propaganda em que a primeira vítima foi o funcionário público, transformado numa espécie de monstro mítico, e por associação a presença pública nos mercados até era provável que algumas medidas destas passassem mas a verdade é pura e simplesmente que tudo isso não foi discutido. Estamos a regredir para um estado vestigial como na monarquia, quer absolutista quer liberal, dos Braganças (que nem uma força policial de presença nacional foram capazes de assegurar) sem comunicar directamente aos portugueses o que se está a fazer. Dá vontade de perguntar se estas “reformas” (ou melhor refundações do conceito de Estado) estão a ser introduzidas a conta-gotas por medo de uma reacção maciça contra. Algo tão visceral e concreto que parasse a iniciativa política deste governo de vez antes de ter cumprido sequer os 3 meses.

There is no such thing as public opinion. There is only published opinion

Admito que com o domínio que um certo sector tem sobre os meios publicação e opinião um debate deste tipo, se fosse arrastado por muito tempo, até pode resultar em algo contrário às minhas posições pessoais mas neste momento o que tenho a dizer que é estão a mudar o meu contrato social sem comunicarem como, porquê, quando e acima de tudo sem submeterem tais mudanças à população.

Anúncios

3 responses

  1. Lailet

    Eu acho esse tema um pouco complicado. As pessoas hoje (Grande maioria) Fogem de complicações!

    Confira e comente no meu blog também! Vamos nos seguindo
    http://lailet.wordpress.com/

    Julho 28, 2011 às 10:04 pm

    • Sim mas as pessoas não podem (ou não deveriam) fugir daquilo que vai condicionar as suas vidas durante décadas ou mais… se ignoram estes assuntos e não tomam posição (seja ela qual for) com que moral podem depois vir-se queixar do que foi feito usando o seu silêncio?

      Obrigado pelo convite para seguir o novo blog

      Julho 29, 2011 às 1:06 pm

  2. Pingback: O não debate « Guerras Culturais

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s