Já estamos em guerra, simplesmente isso não foi comunicado à maioria.

Afinal não somos diferentes

Londres

Parece que finalmente, e já não era sem tempo, algumas pessoas começam a acordar para o que deveria ser óbvio. As diferenças nos países da Europa Ocidental e do Sul são superficiais. Londres está em chamas e em rebelião aberta contra o poder central. A crise do modelo político-económico é inegável (a julgar pelas chamas e violência que são argumentos bastante fortes – eu sei que por cá as autoridades preferem as opiniões higiénicas dos comentadores do costume mas, às vezes, a realidade vence mesmo esta nova forma de censura) e o que aconteceu na Grécia, na Irlanda e em Portugal vai acontecer noutros sítios nalguns casos com ainda mais violência. As autoridades governamentais, neste caso em Londres, fazem o costume, apelos à calma quer controlem ou não a situação, econdenam unilateralmente a violência como se os combates na rua fossem entre vários grupos manifestantes e não uma miniguerra urbana entre as forças policiais e os descontentes. A crença profunda Downing Street parece ter nascido no coração de outro regime, se repetirmos algo vezes suficientes as pessoas acabam por acreditar: Os responsáveis são só meia dúzia de criminosos de resto tudo está bem. Tudo está bem. Tudo está bem…

Atenas

Por cá ainda estamos a alguma distância de cenas destas (apesar de estar convencido que lá chegaremos como o devido desenrolar desta peça de teatro) quanto mais não seja porque ainda só há um mês é que começámos a apanhar com a Doutrina de Choque que nos querem impor. Haverá dissabores em meses futuros, reclamações para o ar, chega o natal e a Igreja (como boa aliada do poder que sempre foi) irá pôr água na fervura e no próximo ano é que as coisas vão mesmo aquecer quando se perceber que o poço dos sacrifícios pedidos não só não tem fundo como continuará a haver um conjunto de iluminados (com as melhores credenciais familiares e profissionais como se quer em Portugal) que continuará a gritar aos quatro ventos que a culpa é da falta de brutalidade das reformas aplicadas (fazendo lembrar os frades dominicanos da inquisição a avisarem que é preciso queimar mais hereges até a ira de Deus ser aplacada). A situação vai rapidamente ficar insustentável especialmente nos grandes centros urbanos. E aí veremos então se a violência que caracterizou a vida pública portuguesa nos últimos séculos desapareceu por completo, como nos querem fazer acreditar desde 1933, ou se somos os mesmos do costume e quando encostados à parede, e sem outras soluções, fazemos algo para nos defendermos e nesse caso poderão até surgir respostas piores que estas.

Madrid

Até esse altura ficamos com o triste espectáculo das capitais europeias a desintegrarem-se uma a uma e a transforem-se em espécies de zonas militarizadas com cada vez mais limitações à mobilidade de acção e opinião dos cidadãos – que se começam a questionar o que estão a ver ou a versão oficial dos eventos passam a ser descritos nos media e comunicados oficiais como “os poucos e perigosos delinquentes”.

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10 responses

  1. Luis Rosario

    Post absurdo!
    Não me lembro de ter acontecido alguma coisa em Portugal, o que se passou na Grécia não tem qualquer semelhança com o que se passou em Londres e cada argumento utilizado neste post é mais fraco que o anterior. Sem comentários.

    Agosto 7, 2011 às 10:17 pm

    • Só pelo ponto de exclamação fiquei convencido do erro dos meus caminhos…

      Portugal ainda é o que está para vir. Se não for o caso fico feliz de estar enganado mas como o disse antes… duvido estar enganado e que nós sejamos excepção… é a tal arrogância cultural que domina quem nem dela tem consciência.

      Uma crise profunda que afecta toda a região e a transforma num barril gigante de pólvora não tem qualquer relação com explosões de violência e repressão em massa polvilhadas pelo continente? Pois…

      Os meus pobres argumentos lá o levaram a comentar (suponho que contra a sua vontade… foram os anjos ao seu ombro que o obrigaram a “repor a verdade”?) apesar da melhor forma de cumprir a sua intenção original ser fazer exactamente a mesma coisa que ao preservar um segredo, ficar em silêncio.

      Agosto 7, 2011 às 11:04 pm

      • Luis Rosario

        E em silêncio permanecerei, desejando no entanto que cumpra o mesmo voto.

        Renovando a posicao sobre os pobres argumentos e com os melhores cumprimentos.

        Luis Rosario

        Agosto 8, 2011 às 2:19 pm

      • Cada um vinculado aos votos que faz, e apenas esses, como manda a honra.

        Quanto muito renovando a sua opinião negativa, que de resto não colocou mais nada.

        Agosto 8, 2011 às 7:03 pm

  2. António

    Isto pouco ou nada tem a ver com os protestos na grécia, isto é guerra racial, os africanos e árabes já são maioria em certas regiões de Londres, Birmingham etc… e querem tomar o poder pela força, quem pratica a maior parte dos crimes em Londres? Paris? Lisboa? pretos e outros extra-europeus e isto é aquilo que temos que agradecer aos traidores politicos que permitiram esta vergonha. O esmo já tinha acontecido em Paris no ano de 2005, os suburbios de Lisboa também estão infestados de negroides criminosos e o que é que o povo faz? nada, os nossos antepassados até dão voltas nos túmulos…

    Agosto 8, 2011 às 4:07 pm

    • Os fenómenos de conflito entre comunidades têm tudo a ver com o grau de stress que a pobreza causa nas relações interpessoais e nas expectativas de cada um. Se isso gerar crime que seja julgado na base em que foi cometido, individualmente, mas nunca usado como arma de arremesse para criar um adversário artificial para servir os interesses de micro partidos com agendas totalitárias e políticas raciais.

      Alguém bem integrado social e profissionalmente tende a ser absorvido pela comunidade de recepção e não se define exclusivamente pelo factor racial ou religioso (só quem não tem mais nada na vida é que tende para isso). Eu vi isto ao vivo e a cores pela Europa por isso poupem-me teorias estapafúrdias de guerras raciais. Isto é económico e político e ninguém branco ou preto, ateu ou cristão, homem ou mulher pode fugir a esta realidade.

      Toda a Europa sofre uma morte económica e política agonizante e há quem queira ver nisto apenas uma oportunidade para ganhar poder através de medo e bodes expiatórios. Não neste blog. O comentário passa mas jamais permitirei que um espaço meu seja usado para promover ódio racial ou agendas políticas encobertas.

      Agosto 8, 2011 às 7:06 pm

      • António

        Disparate ao quadrado, então explique lá, o que tem o factor económico a ver com a morte de um marginal e pseudo justificação para centenas de africanos se lançarem ás ruas a partir tudo e mais alguma coisa, incluindo os seus próprios bairros… explique também porque razão os portugueses que viviam nos “bidon ville” em Paris, ou outros povos europeus que migraram para outras nações da Europa e que viviam em condições ainda mais miseráveis nunca geraram isto que se observa em Londres, Paris etc.. ora pois.E porque raio têm os povos europeus de aceitar se tornarem uma minoria na sua própria terra como já acontece em Londres e ainda terem que levar com a criminalidade dos outros, porquê? Você não faz a mais pequena ideia do que é ser minoria na sua própria terra… [cortado pelo autor deste blog]

        Agosto 8, 2011 às 7:50 pm

      • Vamos começar por uma coisa. Vai mudar o tom ou pura e simplesmente edito (como já fiz á sua propaganda avulsa) e apago o resto dos comentários. Podemos discordar em política de emigração de forma racional e civilizada mas não permitirei que essas fronteiras sejam ultrapassadas e que isto se transforme num comício para si e o seu micro partido.

        Se estudasse os padrões de emigração ao longo do tempo teria mais noção das diferentes realidades nos vários países e até das várias comunidades. França não é a Inglaterra que não é Espanha que por sua vez não é Portugal (se tivesse a tal experiência que me acusa de não ter, sem me conhecer diga-se, teria pleno conhecimento de tudo isto). As comunidades não são as mesmas e a forma de as gerir não foi a mesma. Até o ciclo macro económico é completamente diferente. E sim isto vai sempre bater a um factor de oportunidades económicas e sociais. De sair do buraco social onde se viram enfiados (sejam de que raça forem). Uma coisa são políticas de emigração mal pensadas (de acordo com o necessário e comportável) outra é um apelo ao racismo que é o que você quer fazer e eu não permitirei.

        Obviamente que nada disto lhe interessa porque o meu sitio é apenas mais um local onde despejar propaganda e medo. Vão recrutar moços de suástica a outra porta (loiros é que deve ser complicado neste país).

        Agosto 8, 2011 às 8:28 pm

  3. Parece que a escrita e a mensagem do Nicolau dá uns valentes abanões!… Impressionante! Nem com a História aprendem. Não me admirava nada que o nazismo voltasse em força. Afinal devem ser “patrocinados”, os de extrema direita, pelos senhores da finança. Através deles lançam o ódio e o caos.

    Outubro 29, 2011 às 9:43 pm

    • Sabe que há sempre alguém que pensa que é mais esperto que o resto dos mortais, e esta táctica destes totalitários já eu conheço – raptar espaços alheios para “discussão”/propaganda dos preconceitos deles e o discurso de incentivo ao ódio e violência que lhe vem associado. Nem pensar que permitiria tal coisa debaixo do meu nariz.

      O nazismo existe cá e como a própria Fada já disse quando se tem padrinhos económicos as ideias e instituições perduram eternamente… nem que se tenham que camuflar um pouco para permanecer dentro da legalidade.

      Novembro 2, 2011 às 10:39 am

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