Já estamos em guerra, simplesmente isso não foi comunicado à maioria.

O jogo das palavras

Quem estiver farto de fazer o sudoku ou as palavras cruzadas do semanário pode sempre optar por abrir o dito jornal (ou ligar a tv, ou ler um blog de um daqueles senhores “respeitáveis”, a escolha é sua, como sempre, caro consumidor de produtos substitutos) e tentar seguir o role de medidas e contra medidas que nos estão a ser prescritas mais depressa do que conseguimos processar. Se for uma alma intrépida até pode ler as medidas em detalhe e depois a pouca crítica real que existe mas deixe-me resumir-lhe aqui tudo que vai encontrar e o que não vai encontrar porque ninguém lhe quer contar (ser portador de más notícias num clima que se quer de optimismo artificial tende a ser muito mal visto): se não pertence à elite socioeconómica deste país eis o que o espera nos tempos mais próximos:

1)      Empobrecimento pela via da diminuição das suas receitas.

2)      Empobrecimento pelo aumento da carga fiscal.

3)      Empobrecimento pela exclusão de serviços públicos.

4)      Empobrecimento pelo aumento das suas despesas obrigatórias.

5)      Empobrecimento causado por possível despedimento ou corte salarial (que vai aceitar para não perder o emprego).

6)      Empobrecimento geral para subsidiar o sistema de capitalismo rendeiro (o que se chamariam impostos extraordinários ou taxas extra cobradas pelas próprias entidades não verificadas ou controladas).

Ainda não leu tudo sobre o tema? 🙂

E deve ter noção que, dado o modelo económico para o qual estamos orientados, este empobrecimento é para ser permanente. Não recuperável. Ou seja a classe média como você a entende provavelmente chegou ao fim. Mas não se preocupe, se o seu rendimento ainda o qualifica para essa categoria o tempo tratará de o desgastar o suficiente para já não ser esse o caso. Bem-vindo à nova pobreza (que é bastante parecida com antiga tirando no facto de ninguém admitir que ela existe em doses industriais e crescentes). Os quilos de papel que não leu (ou leu e nesse caso parabéns pela paciência necessária para ler tanto material inútil) visam todos comunicar isto sem o dizerem realmente e claro enfiando doses colossais de “esperança” e “fé” e outras palavras que dão às pessoas quando não se quer criar muito pânico. E agora que já sabe o que as palavras querem dizer e percebe que isto não é um jogo o que tenciona fazer?

Já escolheu? Ou melhor... já percebeu que existem escolhas?

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11 responses

  1. O Matrix é uma metáfora da vida real, ainda se dão ao prazer dessa ironia. Há muito tempo que escolhi o comprimido vermelho, mas para mim, que não estava ligada a um PC nessa altura e muito menos à TV, foi definitivo o 11 de Setembro. Só um “crente” acreditaria nas imagens do Pentágono a ser atacado… e a seguir, nas historinhas da carochinha que se soltaram a jorros sobre o assunto. Assim temos o Patriot Act que legaliza o terrorismo de Estado e seguidamente, todos os Estados ditos “democráticos” a praticar o terrorismo, de diversas formas contra os seus próprios cidadãos. Continuo a fazer parte de Zion. Economia, Política e Religião têm o mesmo fim, controlar, controlar e controlar. Como o Homem precisa de fé para sobreviver, caso alguém a eliminasse durante um dia, total e completamente e vivesse a realidade pura e dura, chegaria ao fim desse tempo com vontade de se suicidar. É por isso como que uma necessidade biológica inerente ao humano, mas nas doses em que a estão a “distribuir” e a finalidade, ainda acaba por destruir a nossa espécie. É um contra-senso mas na minha perspectiva, muito real.

    Agosto 30, 2011 às 6:21 pm

    • Fada,

      Para ser sincero, eu pessoalmente, não estou convencido da teoria de que os ataques não foram reais. Não me parece credível apostar na hipótese de encenação, penso que seria o mesmo que a negar a ida à lua de 1969. Há sempre um conjunto de teorias antiamericanas a circular em relação a quase tudo mas quase nunca fazem muito sentido (não quer dizer que se tenha que adorar cegamente tudo o que vem do outro lado do oceano mas convém manter sempre uma bússola de racionalidade nestes assuntos e não apenas de emoção). Obviamente que todos esses eventos foram usados para levar o país um estado de emergência permanente que para todos os efeitos se sobrepôs aos direitos e garantias básicas dos americanos (para os não americanos nem vale a pena comentar porque aos olhos desse governo sempre fomos todos baixas aceitáveis, é uma das consequências directas de qualquer tipo de nacionalismo algo mais aguerrido, a desumanização do “outro”).

      Estaremos sem dúvida a ser empurrados de regresso ao nosso passado usando pressões sobre todas essas esferas que mencionou mas convém também fazer notas que é possível usá-las para algo positivo se houvesse ou vontade política para tal ou pressão popular nesse sentido. Quanto ao aspecto religioso estou bastante em desacordo porque não o encaro como necessariamente uma manipulação ou uma mentira necessária para estabilizar. Pode transformar-se nisso nas mãos de algumas organizações (que estamos cansados de saber que são) mas pode ser também algo completamente diferente, belo, motivador, imaginativo e real (sem dúvida que para a maioria das pessoas não é nenhuma destas coisas mas como afirma, e bem, uma ferramenta de controlo).

      Agosto 31, 2011 às 9:53 am

  2. Não comparo a ida à lua com a loucura de uma potência, neste momento na mão de neoconservadores fundamentalistas, que sempre se acharam no direito de combater o Mal para que o Bem prevaleça. Que presunção! Para mim e não só, o 11 de Setembro foi uma forma de testar as experiências e estudos da alienação dos ocidentais e devo dizer-lhe Nicolau, que funcionou na perfeição. Este blogger tem a também essa visão. Suponho que é um blogger consciente devido à sua profissão. http://octopedia.blogspot.com/search/label/11%20de%20setembro
    Nacionalismos loucos em que Hitler e Lenine mostraram o quanto não olharam a meios para atingir fins na prossecussão de uma utopia e que pode voltar a acontecer, especialmente porque está a ser difícil gerir um trinómio, que deveria ser um binómio: População/Recursos/Ganância.
    Quanto à Religião não quis dizer que fosse algo necessário para manipular, é imprescindível para que o humano tenha a fé para viver em harmonia com o Universo. Usar a Religião para controlar é que considero muito mau. Um livro que adorei e que nos faz chegar a essa conclusão, é “O Jogo do Anjo” de Carlos Ruiz Zafon. Uma maravilha. Porque será que transformam o Deus religioso, as “mentes brilhantes”, num Deus de medo e violência???

    Agosto 31, 2011 às 12:46 pm

    • Fada,

      Para mim as duas coisas estão na mesma categoria de negação… por muito útil que tenha sido ao sector da segurança o clima de medo criado, e a destruição de medidas legais de protecção do cidadão, não é provável que tenha sido um “inside job”, nem vejo indícios a acumularem-se nesse sentido.

      Os nacionalismos que refere são bastante diferentes um do outro… quanto mais não seja temporalmente (a época das grandes simetrias é a do período do grande guerra já sobre o comando de Estaline) e quanto a mim qualquer ideia política que não leve em consideração a ambição pelo poder e a forma como este será usado não vale o papel onde está escrita (é por isso que não provavelmente não daria um grande anarquista lol).

      Quanto à fé… isto dava uma daquelas conversas… o que é a fé e o que é a experiência religiosa e em que diferem… Li algo de Zafon mas sinceramente não gostei do desenvolvimento que ele deu ao livro. Promete um romance intelectual inteligente e acaba por entregar mais uma história de amor (como estou cansado desta banalização e do seu abuso literário) sem uma gota de interesse. Sabe que nem tudo pode ser culpa das elites e no campo da religião é um daqueles onde tenham dúvidas de onde provêem os impulsos negativos… não é mais fácil para a maioria viver num mundo de regras fixas, mas arbitrárias, que ter que desenvolver um sentido moral autónomo? Não é mais fácil ter um catecismo que nos diga a natureza do divino que especular livremente? Não é mais fácil uma unidade, mesmo que artificial, que ter que conviver diariamente com a pluralidade? O homem comum, a algum nível e a certa altura no tempo, aceitou esta troca… uma experiência religiosa autêntica em troca de uma ferramenta de vivência em comunidade e segurança existencial.

      Nota: pode parecer que escrevi o post todo só para a contrariar 🙂 mas não é o caso, simplesmente tenho mesmo uma perspectiva bastante dissimilar da sua em algumas coisas como estes temas.

      Agosto 31, 2011 às 6:59 pm

  3. Nicolau,

    Respondendo à nota final; nem pense nisso! Não penso de forma nenhuma que seja para me contrariar e se este é o caso, ainda bem que contraria. Nada como uma pessoa informada para acalmar certos receios e pessimismos… é até um bálsamo!
    Eu tenho o costume de contra-argumentar para aprender um pouco mais, assim como de fazer perguntas. Por isso lhe agradeço sempre pela amabilidade de me responder. Acredite que é a verdade… 😉 e quanto a “crenças”, mal de mim se não aceitasse a pluralidade. Posso até mudar de idéias o que para mim seria bastante mais fácil, mas tantos anos a tentar encontrar respostas para o que para mim não passa de um fenómeno, está a ser muito difícil. É no que dá ser uma eremita… 🙂
    Obrigada.

    Agosto 31, 2011 às 7:41 pm

  4. Ainda sobre o 11 de Setembro, um artigo interessante:
    No seu livro, o Presidente e o Vice-Presidente, respectivamente Thomas Kean e Lee Hamilton, escreveram que a Comissão de Investigação do 11 de Setembro foi “feita para falhar”. O advogado da comissão, John Farmer Jr. escreveu que o governo americano tomou “a decisão de não contar a verdade acerca do que aconteceu” e que as cassetes do Comando Americano de Defesa Aeroespacial (NORAD) “contam uma história radicalmente diferente daquela que nos foi contada e tornada pública”. Ken disse que: “Até hoje não sabemos porque é que a NORAD nos disse o que disse, estando tão longe da verdade”

    A maioria das questões levantadas pelas famílias das vítimas ficou sem resposta. Testemunhas importantes não foram chamadas. A Comissão apenas ouviu aqueles que subscreviam a versão do governo. A Comissão foi uma operação politicamente controlada e não uma investigação baseada em provas e acontecimentos reais. Os seus membros eram ex-políticos. Nenhum especialista foi nomeado para a Comissão.

    Outro membro da comissão, o senador Max Cleland, respondeu desta forma às restrições impostas à Comissão pela Casa Branca: “Se estas decisões se mantiverem, eu, enquanto membro da Comissão, não poderei olhar nenhum americano nos olhos, especialmente os familiares das vítimas, e afirmar que a comissão teve carta branca. Esta investigação está, de agora em diante, comprometida”. Cleland preferiu demitir-se a ver a sua integridade igualmente comprometida.

    Para ser claro, nem Cleland nem qualquer outro membro da comissão sugeriu que o 11 de Setembro fosse um golpe montado a partir do interior do governo e destinado a promover uma agenda belicista. Porém, nem o Congresso nem os media perguntaram, pelo menos não em voz alta, porque é que o presidente Bush não desejou apresentar-se à comissão sob juramento ou sem Cheney, porque é que o Pentágono e os oficiais da FAA mentiram à Comissão, ou, se não mentiram, porque é que a Comissão ficou com a impressão de que eles mentiram, ou ainda porque é que a Casa Branca resistiu durante tanto tempo à criação de uma qualquer Comissão de Investigação, mesmo que esta estivesse sob o seu controle.

    Seria legítimo pensar que, se um grupo de árabes tivesse conseguido enganar não apenas a CIA e o FBI, mas todas as 16 agências de informação americanas e todas as agências de informação dos nossos aliados, incluindo a Mossad, o Conselho Nacional de Segurança, o Departamento de Estado, a NORAD, a segurança do aeroporto quatro vezes numa manhã, o controlo aéreo, etc, o Presidente, o Congresso e os media gostariam de saber como foi possível que um evento tão improvável se produzisse. Pelo contrário, a Casa Branca mostrou grande resistência a que tal fosse descoberto e tanto o Congresso como os media mostraram um interesse diminuto.

    Durante a última década, numerosas associações apelando a que se diga a verdade sobre o 11 de Setembro foram organizadas. Temos os Arquitectos e Engenheiros pela verdade do 11/9, os Bombeiros, os Pilotos, os Professores, a Associação de Memória do Edifício 7 e o Grupo de Nova York, que inclui os familiares das vítimas. Estes grupos apelam a que seja feita uma verdadeira investigação.
    Texto integral: http://www.resistir.info/11set/roberts_24ago11_p.html

    Setembro 4, 2011 às 8:25 pm

  5. Ainda um blogue que se dedica ao 11/9 http://blackfernando.blogspot.com/

    Setembro 9, 2011 às 11:58 am

  6. Consegui encontrar umas imagens na net, parecidas com as que tinha visto numa reportagem da BBC na RTP2 há uns anos, a altas horas da noite, sobre o 11/9, em que conseguiram divulgar as imagens de uma das cãmaras da segurança do Pentâgono . Aqui não está tão definido, mas vê-se perfeitamente que um avião não poderia ter feito aquilo. http://www.provafinal.net/2011/09/regresso-finalmente/ Agora não deve tardar para que retirem este vídeo da net.
    Entretanto lá vão seguindo com o Estado Policial: http://informacaoincorrecta.blogspot.com/2011/09/um-lugar-melhor.html e com o clima do terror que segundo a H. Clinton se estenderá por 30 países. NWO em força! http://pt.euronews.net/2011/09/09/hillary-clinton-diz-que-al-qaeda-volta-a-ameacar/

    Setembro 9, 2011 às 8:15 pm

    • Não vá tão longe fada… há uns rumores que também se fizeram cá (e ainda fazem) uns investimentos em material e treino de combate urbano que ninguém explicou para que serviria já que não temos missões lá fora em larga escala grande o suficiente que impliquem isso. Resta, logicamente, o controlo interno.

      Setembro 9, 2011 às 8:37 pm

  7. Um filme que vale a pena ver: http://vimeo.com/25312298 A guerra que você não vê.

    Setembro 9, 2011 às 8:28 pm

  8. Pingback: O modelo insustentável « Guerras Culturais

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