Já estamos em guerra, simplesmente isso não foi comunicado à maioria.

O teatrinho

Se há instituição que me enche o peito com um sentimento profundo de futilidade é o actual Parlamento. Percebo perfeitamente a sua base teórica (por isso abstenham-se de comentários juristas mal intencionados) mas o problema é que conheço ainda melhor a sua base prática. O concreto. A realidade diga-se assim. Em primeiro lugar é preciso quebrar o mito que o poder reside neste órgão. Não somos um regime representativo parlamentar mas sim um regime representativo governamental, o poder (e não se limita apenas à iniciativa) está a pender todo para o mesmo lado. É verdade que quando a constituição foi escrita houve receios de repetir a história da I República (muito maior rotatividade de ministérios e incapacidade de formular planos a longo prazo) e como tal criaram-se mecanismos de maior estabilidade governamental (que deixa para todos os efeitos de ter que prestar contas ao Parlamento a não ser para efeitos de relações públicas). Mas a história não acaba aqui. Seguimos também uma tendência mundial de centralização do poder nos governos em detrimento de corpos deliberativos mais vastos e, na maior parte dos casos, mais truculentos. Porque acedemos a isso? É simples, sentimos medo. As nossas economias viram-se fragilizadas logo nos anos 80 (e agora estão para todos os efeitos defuntas), a tecnologia começou a lançar fantasmas inquietantes (especialmente nos campos da vigilância, nano, e manipulação biológica), o modelo social foi feito entrar em colapso e como tal, surpresa das surpresas, perdemos quase todas as âncoras que nos ligavam à nossa realidade quotidiana. Nesse pânico popular foi lida (por especialistas interessados em ler isso mesmo) uma situação de crise que necessariamente requereria uma concentração cada vez maior de poderes, e como em qualquer crise os opositores tendem a ser pintados ou como utópicos ou traidores que não querem saber do futuro da nação mas que em qualquer dos casos devem não só ser forçosamente removidos das proximidades do poder como lhes deve ser negada credibilidade de discurso e se possível até voz própria. Se tudo isto lhe soa vagamente familiar, mas não consegue associar a nada de concreto em Portugal é porque ao contrário de cá, onde fazemos estas coisas pela calada da noite, tivemos oportunidade de assistir a este processo ao vivo e a cores nos EUA. Está mais que claro qual foi o lado que ganhou a discussão.

Os artistas deviam ser obrigados a usar os acessórios da profissão para identificação fácil.

Dito isto tudo fica estabelecido que a credibilidade de um governo que tudo pode (mesmo que se insira nos limites constitucionais) está dependente do eleitor ter percepção que precisa deste tipo de órgão de soberania e que qualquer outro seria ineficaz. Ou seja está dependente de nos fazer crer, à semelhança de Gottfried Leibniz, que este é o melhor dos mundos. É o possível. A crise, claro, teve o seu efeito e veio precipitar muitos fenómenos que até aqui eram só latentes (negação sistemática de informação por questões de “segurança”, persecução de uma política externa oposta ao que é dito internamente, persecução de interesses económicos hostis ao país que se governa, etc). Foi um enorme catalisador não só da ideia do governo todo-poderoso e em quem depositamos as nossas esperanças (e ponto vital é que seja só nele!) de salvação dos desastres seculares que nos afligem. E aqui entra o nosso pobre Parlamento.

Ao contrário da maioria não achei que estivesse a faltar ao respeito á instituição...

Um vestígio de século XIX que tenta a todo o custo manter a honra de veneráveis tradições de debate, estéril e pré-determinado, e nos últimos anos se viu reduzido a um palco de esquina onde podemos assistir em directo (sempre em directo… não fossemos perder pitada) à leitura de tediosos e enormes textos montados nas melhores consultoras políticas (acreditem que dada a qualidade técnica não estou a tecer grande elogio) de forma a tentar maximizar o efeito positivo em quem ouve (assumindo que não morre de tédio antes ou que entende o que está a ser dito). Fora isto não tem qualquer papel reconhecível pelo comum dos cidadãos. Podem apontar a função de fiscalização mas como bem sabemos as comissões são o que se cria quando ninguém quer assumir responsabilidade pelo resultado final (além do factor óbvio: os resultados são votados de acordo com a cor partidária logo são indistinguíveis de um inquérito governamental tirando mais uma vez o efeito positivo em termos de percepção do público). Sendo então um órgão eminentemente visual (como se pode confirmar pelas leituras dos discursos em directo sobre os temas quentes e o acompanhar dos trabalhos das comissões em tempo real) parece que chegámos ao que constitui a função nuclear deste órgão presente: é uma forma de precipitar a catarse nacional quando nada se quer fazer de concreto. Uma espécie de versão moderna de um rito de sacrifício aos deuses de bodes expiatórios (representando simbolicamente as falhas do grupo). Por tudo isto é bem possível que estejamos a entrar numa época de um Estado de Excepção permanente que só poderá tornar-se mais óbvio à medida que as medidas aplicadas se tornam mais cruas e a falta de limites do seu poder mais nua.

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16 responses

  1. De certeza que o Nicolau já conhece estas palavras, mas faço das palavras do Eça, as minhas:
    Que mais se poderá dizer com um post desses???
    Aproxima-te um pouco de nós, e vê. O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos. A práctica da vida tem por única direcção a conveniência. Não há príncipio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita,absoluta indiferença de cima abaixo!Toda a vida espiritual,intelectual,parada. O tédio invadiu todas as almas.A mocidade arrasta-se envelhecida das mesas das secretárias para as mesas dos cafés.A ruína económica cresce,cresce,cresce.As quebras sucedem-se. O
    pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. Neste salve-se quem puder a burguesia proprietária de casas explora o aluguer. A agiotagem explora o lucro. A ignorância pesa sobre o povo como uma fatalidade. O número das escolas só por si é dramático. O professor é um empregado de eleições. A população dos campos, vivendo em casebres ignóbeis, sustentando-se de sardinhas e de vinho, trabalhando para o imposto por meio de uma agricultura decadente, puxa uma vida miserável, sacudida pela penhora; a população ignorante, entorpecida, de toda a vitalidade humana conserva únicamente um egoísmo feroz e uma devoção automática. No entanto a intriga política alastra-se. O país vive numa sonolência enfastiada. Apenas a devoção insciente perturba o silêncio da opinião com padre-nossos maquinais. Não é uma existência,é uma expiação. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte:o país está perdido!Ninguém se ilude.Diz-se nos conselhos de ministros e nas estalagens. E que se faz? Atesta-se,conversando e jogando o voltarete que de norte a sul, no Estado, na economia, no moral, o país está desorganizado e pede-se conhaque! Assim todas as consciências certificam a podridão; mas todos os temperamentos se dão bem na podridão!
    (Este texto foi originalmente escrito em 1871,mas caso Eça de Queirós voltasse podia constatar que nada mudou,e que para cúmulo temos uma Nova “Des”Ordem Mundial.)

    Setembro 14, 2011 às 9:58 pm

    • Fada,

      O resultado não foi bonito… rotativismo monárquico podre até ao tutano. Um Republicanismo que falhou até em conseguir abolir os caciques monárquicos e reformar o essencial da economia (aliás muito poucos membros da elite republicana entendiam o poder da economia ou dos homens que a controlavam… com resultados que conhecemos). Seguidos de 50 anos de ditadura sem qualquer factor de redenção e quatro décadas de um regime mais “light” mas que está a ficar sem desculpas para a falta de mudanças que se verificam e a falta de qualidade que grassa pelas nossas “elites” (gostam do título mas não gostam do trabalho associado e muito menos dos factores que nunca possuíram como talento ou inclinação).

      Setembro 14, 2011 às 10:43 pm

  2. Neste momento penso que a crise a todos os níveis, económica, de Valores, espiritual, (multi)cultural, de recursos e populacional, não é um mal que assola apenas os portugueses e gregos. É uma crisa que grassa todo o Velho Continente e não excluo os países ricos do norte.
    Não se trata do declínio da Europa e já disse o Nicolau, trata-se do regresso às fontes da civilização que deu ao mundo as sangrentas cruzadas, guerras religiosas fanáticas, a noite de S.Bartolomeu, a escravidão, a servidão da gleba, o nazismo, o holocausto. A civilização que não tolera nada de diferente e explora cruelmente todos os que não lhe pertencem.
    Outro problema também é a falta de elites políticas competentes, capazes de encarar os desafios apresentados pela situação no continente.
    Para que haja vontade política, é preciso personalidades carismáticas: Churchill, de Gaule. Mas, no atual sistema político no Ocidente não há líderes de carisma, porque não os cria. O sistema produz managers políticos, muito controláveis, ligados a muitos grupos de interesse. Provávelmente, é mesmo o declínio.

    Setembro 15, 2011 às 9:46 am

    • O problema é que todos “lhe pertencem”… pelo menos em objectivo. Por isso é que a neutralidade nestas questões me faz rir. Como se os problemas parassem em determinadas portas porque as pessoas lá dentro não tinham opiniões.

      Não gosto muito de apelo a personalidades carismáticas por duas razões: 1) cria campo fértil para o sebastianismo (em Portugal então quase não há comentador ou artista que não suspire por um salvador de punho pesado e ainda há 40 anos tivemos um…) 2) se por milagre nos fosse concedida uma pessoa desse cunho (carismático, inteligente, decidido – mas não totalitário) a maioria das pessoas não saberia o que fazer com ele, considerariam tal ser um monstro pelos seus standards “aburguesados”.

      Setembro 15, 2011 às 12:35 pm

  3. Mas… preferem um “sebastianista totalitário”? – pergunta de retórica, uma vez que a personalidade do séc.XX eleita pelos portugueses foi o Salazar! Nem se lembraram do General Humberto Delgado, impressionante!
    O “sebastianismo” do português é talvez o seu maior defeito, uma herança tão nefasta que há-de marcar para sempre o nosso povo. É um povo avesso à mudança de forma enraízada… por isso o que foi dito há dois séculos atrás continua tão actual.
    Quanto ao nomear personalidades carismáticas, penso que não existe algum mal… mal existe se os nossos conterrâneos não sabem distinguir entre uma pessoa com ideais humanos e um ditador! Se assim é, não existe uma réstea de esperança.

    Setembro 15, 2011 às 2:34 pm

    • Tudo bem e antes disso tiveram um Sidónio (e antes disso um João Franco)… eu admito alguma dificuldade em distinguir de forma as causas da popularidade de Delgado. Se foi por ter sido o primeiro dizer “não” ao regime de forma tão pública (mas não esquecer que era um militar e houve jogos de bastidores dentro da instituição, antes, durante e após a sua candidatura) ou se era um carisma genuíno (traduzindo para termos culinários, se estamos a falar de uma iguaria rara cozinhada por um mestre ou de um “prego” mal amanhado quando a fome é muita).

      Concordo que o Sebastianismo é uma verdadeira praga (retira o ónus da acção do individuo, que desta forma transforma-se num sujeito passivo de profecias semi-religiosas que só tem que aguardar) que nos tem afectado mas que dizer… é um complexo tão útil que não há regime que não o tenha cultivado de uma forma ou de outra de forma a levar as pessoas à complacência. Eu sei que isto é a parte desagradável do meu “discurso” mas as pessoas também gostam de se colocar nestas posições em que nada lhes é exigido. Esquecem-se que em troca de nada lhes ser exigido nada lhes será dado, antes pelo contrário.

      Chame-me pessimista mas tenho dúvidas sérias sobre a capacidade das pessoas distinguirem entre um tirano e um ser humano carismático (até num ambiente não político vejo a confusão entre as duas coisas a reinar).

      Setembro 15, 2011 às 5:14 pm

  4. Bem não querendo ser chata e só para finalizar esta conversa que já vai longa:

    Eça de Queiroz em 1872 – Portugal e Grécia*
    Vejam o que Eça de Queiroz dizia de Portugal em 1872…um visionário, sem
    dúvida….
    “…Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza,
    mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo
    abaixamento de caracteres, mesma decadência de espírito.
    Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico

    e que pela sua decadência progressiva, poderá …vir a ser riscado do
    mapa da Europa, citam-se a par, a Grécia e Portugal.”

    Eça de Queiroz, 1872, em “As Farpas”.

    É fantástico, não é? Não há cura possível…Eça sempre tão actual… e sem esperança.

    Setembro 15, 2011 às 3:51 pm

    • Não é nada chata 🙂 antes pelo contrário

      Por não ter argumentos para discordar de Eça é que digo que um Homem que leve a política a sério, como vocação cívica, está condenado ao sofrimento profundo e depois ao ostracismo. Não há espaço para essas pessoas neste Portugal.

      Setembro 15, 2011 às 5:16 pm

  5. Talvez até tenha sido um prego mal amanhado quando a fome é muita, da vez que saiu do mundo militar. Mas a certeza nunca a saberemos. É esse o preço a pagar quando um herói o é, porque foi morto no início da sua luta contra o mal. Teria sido um político carismático e um Homem com ideais Humanos? Pelo menos deixou na História o benefício da dúvida, o mesmo aconteceu com Sá Carneiro, penso eu, embora o visado tenha sido Amaro da Costa. Já quanto a este senhor: http://4.bp.blogspot.com/-Qg9vdP2s18Q/TnElSwZBQaI/AAAAAAAAPrg/hL0R4sQKPO8/s1600/Salazar1930.jpg , as coisas são muito diferentes.
    Não, não é pessimista, é realista, porque essa do pessimismo é para aquelas pessoas que querem conhecer o lado de lá, o lado lunar e obscuro da vida, para poderem fazer um “balanço” e optar pela escolha acertada… e isso não é nada confortável, mas se todos fossem assim, não se chegava a este ponto. A crítica negativa é construtiva, sem dúvida, mas a crítica negativa avulsa e de aviltamento grátis usada e abusada cá, não leva a lado nenhum. Infelizmente a última é a mais aplicada no País e de tal forma, que me faz pensar sériamente se estamos num País de gente civilizada. Não é preciso muito, basta visitar blogues da política.
    Quanto aos nossos conterrâneos não saberem destrinçar entre o trigo e o joio, como poderiam? Que Valores sustentam as suas vidas, para que possam fazer uma crítica justa, desinteressada ? Pois… e sempre o mesmo problema de irem pelo que os outros dizem… e sempre o mesmo problema de medirem os outros tendo-se a si próprios como base para essa medida… o que é natural, mas para se escolherem pessoas honestas, temos de ser honestos, para se escolherem pessoas justas temos de ser justos, ou estarei errada? Depois seria necessário que as pessoas tivessem acesso à verdadeira informação, senão não podemos escolher e cá, tal não é possível. 😯
    É realmente a confusão geral!
    Em relação ao que disse do Eça, concordo totalmente! Penso que até existem essas pessoas em número suficiente para levarem este País para a frente, mas sabem como o Nicolau, que cá não têm a mínima hipótese. Vingam os impostores e as “ervas daninhas”.
    Entrteanto deixo aqui este blogue, se ainda não conhece: http://ofimdademocracia.blogspot.com/ A nossa “Democracia” foi feita por conveniência e claro, estamos a sofrer as consequências disso. Estamos rodeados de impostores!
    Como disse Assange a Jonh Pilger, os terroristas que estão no topo da lista dos procurados, são os jornalistas de investigação!

    Setembro 15, 2011 às 6:31 pm

    • Até acabei bem a minha dissertação! 🙂 O Nicolau Wurmood, fala no “teatrinho” e eu remato com a falta do jornalismo de investigação… tá a ver a ligação, não está? lol 🙂 😉

      Setembro 15, 2011 às 10:20 pm

      • LOl mas tem relação… se ele existisse sabíamos mais sobre o que nos rodeia (mas penso que estamos condenados a ler o que se faz lá fora – tirando um ou outro caso). Mas o que temos? Comentadores e mais comentadores e mais comentadores, cada um a dizer coisas mais óbvias que o anterior e todos bem remunerados e integrados claro – pessoal independente ou com pouco a perder aterroriza as empresas de informação.

        Setembro 16, 2011 às 12:45 pm

  6. Claro que tem tudo a ver. A qualidade da escolha de um governante depende muito da visão geral que se tem dele. Hitler soube-o bem e foi dos primeiros a usufruir dos Mass Media para a manipulação de massas. Depois todos os outros seguiram o exemplo. Todas as empresas de informação do Ocidente são manipuldadas pelo poder político/económico. Fazem questão de direccionar os “ideiais” da grande maioria. Ouviu alguma notícia sobre a Justiça na Islândia?
    O jornalismo de investigação tem sido das mais perigosas profissões do mundo, exactamante porque apanha os podres do poder instalado. Como aquele vídeo que foi divulgado dos americanos, a matar uma série de jornalistas no Iraque. Alguns eram da Reuters. Ou são “jornalistas” alinhados ou se são “freelancers, morrem, Só na guerra do Iraque foram mortos já, 300 freelancers. Agora não me pergunte por quem… já todos sabemos que era do interesse dos iraquianos que a Verdade corresse o mundo, como ainda é.

    Setembro 16, 2011 às 2:11 pm

    • Por isso há umas quantas vozes a gritar no meio da multidão que a informação nem pode degenerar em entretenimento nem pode estar permitir carteis privados – gente louca por certo porque como se sabe os efeitos de ambas as coisas são do mais salutar que existe.

      Numa guerra há sempre uma “label” que serve para tudo: danos colaterais. Agora que penso nisso na economia também…

      Setembro 16, 2011 às 9:07 pm

  7. Só mais uma coisa, Nicolau: Sabia que Portugal é o único País da Europa com um Index para jornalistas? Claro! Pinto Balsemão foi um inovador mais expedito do que Salazar… assim não há censura, só manipulação. Como esse senhor é o monopolista dos Media, faz destes armas de destruição maciça. Será que as pessoas não se perguntam, porque desapareceu o defensor das boas causas da TV? Aquele homenzinho que aparecia na SIC, o Medina Carreira? O herói dos lorpas que diziam ser ele o maior? Não tenho antena de TV há uns anos, uso apenas para DVD, nem compro jornais e garanto que tem sido maravilhoso. 😉
    Mais um site de um jornalista de craveira, no index, claro. 👿
    http://blogda-se.blogspot.com/2009/03/jornalismo-que-liberdade-os-indexes.html

    Setembro 16, 2011 às 7:27 pm

    • Por acaso não sabia mas penso que não é caso único em coisas bizarras… faça uma busca rápida sobre a situação da imprensa na Hungria e as novas leis de “decência e equilíbrio” que para lá estão… é a censura informal… formalizada.

      Setembro 16, 2011 às 9:11 pm

  8. Vou fazer, sim. Pelos vistos é mal generalizado… veja no Brasil: http://contextolivre.blogspot.com/2011/09/marco-regulatorio-das-comunicacoes.html. O que nos faz pensar: Alguma vez existiu a Democracia ou foi só o interregno para regimes totalitários?

    Setembro 17, 2011 às 4:56 pm

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