Já estamos em guerra, simplesmente isso não foi comunicado à maioria.

A aprendizagem

Sabendo nós que um país, a Grécia, em tudo parecido com o nosso, está à beira de uma guerra civil ou pelo menos caos social de grandes dimensões – sendo os grandes responsáveis a classe política grega que se recusa terminantemente a servir o seu povo, pôr os instrumentos democráticos de que dispõe em acção e, em suma, renegar uma dívida que foi em muito acrescida pela mera especulação exterior e não pela acumulação interna – todos em Portugal parecem tirar algumas lições sobre o que se passou e ainda pode passar. Para o governo em funções (eu dei-lhes 18 meses de vida quando tomaram posse mas a este ritmo, e dependendo da evolução internacional, posso muito bem ter que rever esse número em baixa) a lição é clara e unívoca: domínio social dos seus patrocinadores económicos ganha prioridade a todo o custo (já que podem não ter tempo de implementar ou inutilizar tudo o que desejam) nem que destruam irremediavelmente o partido a que pertencem como alternativa democrática credível para todo o sempre.

A fome de poder e riqueza corre o risco de deixar 90% das pessoas pelo caminho...

As medidas dividem-se em várias esferas mas não vacilam quanto ao seu propósito. Refazer o país e tudo o que o definiu até este momento de forma essencialmente secreta e antidemocrática (há muito que o seu mandato legítimo foi ultrapassado mas o ritmo reformador só acelera). Quando confrontado com as reservas de uma das pessoas que o colocou onde está (sim é verdade que apenas o parece falar neste momento para salvar o seu legado pessoal face à análise histórica futura, ninguém quer ser conhecido como o último chefe de estado de nenhum regime) o Primeiro-Ministro pura e simplesmente não comenta. Silêncio que mantém sobre a crescente presença angolana em todas as esferas da nossa vida (com fundos derivados de um governo cada vez mais contestado no seu próprio país) A crua realidade é que quem detém poder (ou conivência) suficiente não precisa de prestar contas ao povo. O modelo económico vacila mas ignora-se majestosamente as consequências do que só pode vir a ser um colapso total do consumo (provavelmente acabando em deflação daqui a uns tempos) porque isso afinal de contas até pode ser útil para domar as pessoas e desde que não afecte algumas empresas chave não é relevante – e quem discordar é sumariamente ignorado.

Para uns sim para outro não... e nada mais perverso que vender isto como a ordem natural das coisas.

Não sendo um governo de esquerda é estranho que faça lembrar medidas mais soviéticas que aquelas os próprios comunistas portugueses alguma vez puseram em cima da mesa para a população em geral. Propõe-se o trabalho gratuito do funcionário público para algumas instituições (escolhidas sabe deus por que critério… ), sendo que só num plano imaginário poderá o dito funcionário sentir-se em liberdade de dizer não a esta “proposta”. Quer concorde ou não com a orientação ideológica de algumas organizações será então forçado a “doar” o seu trabalho a elas. Ou seja haverá grupos ideológicos (concordantes com o governo e seus apoiantes socialmente relevantes) que passam a beneficiar de uma força de trabalho gratuita e qualificada. E para terminar, numa nota ainda mais preocupante, tal como na Grécia começamos a ter casos de movimentações neo-nazis que parecem ser mais ou menos toleradas pelas forças de segurança que sendo que é verdade que impediram o confronto também não detiveram, ou sequer identificaram, todos os responsáveis. Estes grupos extremistas estão no céu com esta situação social e começam a apalpar o terreno para ver quanta violência será tolerada por parte de grupos paramilitares ilegais – haverá “caçadas”, lideradas pela extrema-direita armada até aos dentes, pelas ruas de Lisboa e Porto a manifestantes como noutros países?

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8 responses

  1. Como disse Carvalho da Silva, quando houve verdadeiros distúrbios pós revolução e durante o PREC, foi de ataques dos extremistas de direita contra os de esquerda. Aqui em Famalicão morreram três comunistas contra um de direita, quando foi tomada a sede do PCP. O de direita teve uma rua com o nome dele numa placa e uma rua central… os outros foram esquecidos…
    Pode crer que esses movimentos de extrema direita irão ressurgir.
    A guerra civil deve estar a estalar na Grécia… veja como isto já vai: http://fr.rian.ru/world/20111014/191500186.html
    Depois será a nossa vez. Se conseguisse sentir a revolta como eu sinto aqui pelo norte…
    Ainda para citar Carvalho da Silva, estes neoliberais que estão no governo, estão a carregar de tal forma as pessoas de cargas negativas que mais cedo ou mais tarde, terão de explodir.

    Outubro 22, 2011 às 12:05 am

    • Sem querer entrar em generalizações algo injustas ao longo do século XX português sempre houve a clara noção por parte dos políticos progressistas que o Norte era reaccionário quando comparado ao centro e especialmente ao Sul. E o interior também quando comparado ao Litoral – não é por acaso que o Estado Novo sempre tentou preencher os lugares com “bons homens da província” como o próprio Salazar. Mais uma vez convém não levar estas generalizações demasiado a peito… são apenas isso generalizações que podem ir perdendo validade.

      Chegar a uma situação de guerra civil tenho sérias dúvidas porque o exército grego tem sido bastante unido a afirmar que não permitirá que o país seja vendido peça a peça até voltar a ser uma colónia de outras nações (desta vez europeias pelo andar das coisas) e também não penso que hesitem na altura chave de pedir apoio ao protector tradicional da Cristandade Ortodoxa, a Rússia (a que nível é que essa ajuda se manifestará é que ainda não está muito claro, dependerá em tudo da evolução no terreno e do jogo das grandes nações). Todos os outros grupos armados na Grécia não têm calibre para se opor a qualquer movimento autónomo do seu exército, sejam eles de esquerda ou direita por isso serão arrastado e silenciados pelo que se decidir nos quartéis que pode ser o fim deste governo e novas eleições ou o fim deste tipo de regime como um todo e sair algo híbrido que levantará problemas horrendos à União Europeia.

      O caso da extrema direita em Portugal é algo preocupante porque tudo indica que ela não vai ressurgir (futuro) tanto como ressurgiu (passado). Ou seja, isso já ocorreu. Parecem ter as suas associações mais ou menos secretas, há rumores de uso de armas compradas ou fornecidas não se sabe por quem (neste país, que eu saiba, qualquer arma de calibre de combate só pode estar nas mãos de forças policiais ou militares por isso ou há tráfico ou importaram ilegalmente de outro lado), associações estabelecidas a algumas famílias do costume (o que explica, em parte, o seu financiamento ininterrupto desde o 25 de Abril ou pouco depois) e mesmo partidos e movimentos “político-cívicos” (e são vários) que lhes servem de capa para acções legais e fontes de material humano, para recrutamento, ao mesmo tempo que condenam hipocritamente o uso da violência política ou social. E já agora acrescento que isto não é um fenómeno português, isto é transversal a nível europeu. A questão é saber se o regime que temos os vai deixar por “pé em ramo verde” e dar-lhes latitude para agirem como órgão de repressão autónomo não legítimo (e com objectivos políticos próprios) ou vai cumprir a lei e fazer tudo para os desmantelar antes que a situação se degrade mais e perca essa opção. Na Grécia parece que os deixaram relativamente à solta, espero que se tenha aprendido que isso não é uma receita para a aceitação de medidas governamentais e muito menos para uma paz social.

      Ps: tive que me conter porque há mais a dizer sobre todos estes temas (por isso se notar falhas não será de estranhar) mas a resposta já ia longa e isto não é um tratado político 🙂

      Outubro 22, 2011 às 8:09 pm

  2. Ora Nicolau… falhas? que falhas?! Quem sou eu para dizer que o seu discurso tem falhas? Aliás, foquei estes tópicos para que o Nicolau os desenvolvesse. Com o Nicolau aprende-se mesmo e sendo essa a minha finalidade, fico contente por ler o que escerve… espero que não me considere uma oportunista… mas penso que os sábios gostam de partilhar a sabedoria… 🙂

    Outubro 23, 2011 às 7:10 pm

  3. Nem de propósito o título do post é Aprendizagem! 😉

    Vou ter de deixar este comentário que deixei no Quintus:
    Estamos perante uma desinformação completa, uma forma de aturdir as massas, enquanto o que se está a passar nos bastidores não é mais do que a forma malévola para escravizar as pessoas que entretanto são aturdidas pela TV e seus actores, enquanto estes senhores à sucapa vão dando ordens ao poder político. As pessoas estão dentro de uma conspiração na qual ou não acreditam… ou pior… não sabem, não deixando espaço para pensar “fora da caixa”. Será este o nosso futuro, ou pior, o das gerações futuras que não nos irão perdoar! O nazismo, um dia mais tarde e comparado com o neoliberalismo, será um mal menor. Que falta faz a URSS, para equilíbrio de poder. O Mundo tem de ser bipolar e assim chego também à conclusão, que o neoliberalismo superará o comunismo em atentados contra a Humanidade e contra a Natureza que tanto criticamos nos regimes totalitários do séc XX. Afinal o “imperador” do séc. XXI já tem licença para matar. À semelhança dos EUA, iremos sofrer um golpe de Estado em massa… em 17 Países da Europa.
    Acho um dever cívico e de cidadania divulgar o que está a acontecer e que ficará concretizado ainda este ano:

    “MEE, um golpe de estado em 17 países”
    Como mencionado no artigo anterior sobre este assunto, “MEE, o novo ditador europeu” , os ministros das Finanças dos 17 países do euro assinaram um tratado para o estabelecimento do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE). O seu objectivo é fazer com que os cidadãos europeus paguem as centenas de milhares de milhões de euros dispendidos com “acções de socorro” para salvar o euro e estrangular qualquer possibilidade de intervenção dos parlamentos.

    Bruxelas, aparentemente, não quer que os cidadãos tomem conhecimento do conteúdo deste tratado. Até o dia da redacção deste artigo, não pude encontrar senão uma única versão em inglês na Internet (mas 96,5% da população da zona euro fala outras línguas!)(…)

    (…)Se por golpe de estado entendermos a tomada do poder real e a limitação do poder do Parlamento nacional democraticamente eleito, então o tratado do MEE é um golpe de estado nos 17 países simultaneamente.
    Artigo completo para quem se interessar aqui, com vídeo em alemão, mas legendado em português. Os que pensam que nada têm a perder que se desenganem… excepto os do poder económico, perderemos todos como acontece também com o criminoso Tratado de Lisboa.
    p.s. seos links não funcionarem peço desculpa…

    Outubro 23, 2011 às 8:11 pm

  4. Teho de concordar com estas palavras que li no blogue “O Diplomata”.
    (…)Uma coisa é certa, as massas têm se feito ouvir de forma ruidosa e, nalguns casos, estrondosa, como a Grécia ilustra bem. Mas, por mais que se tente ouvir as pessoas, a falta de sofisticação ideológica (leia-se ideias) no suporte ao seu discurso torna difícil qualquer leitura coerente que permita a construção de um modelo de pensamento que possa servir de referência para as gerações vindouras.

    Perante isto, poder-se-á dizer que o apelo à revolta (das ideias) é desprovido de consistência intelectual e de profundidade quanto ao seu alcance? Provavelmente, sim.
    A ausência de pensamento e de reflexão em cada uma das pessoas que faz ouvir a sua voz cinge o seu protesto a um acto de descontentamento pelo seu quotidiano, provocado apenas pelo desconforto material (leia-se, falta de dinheiro) das suas vidas.

    E já não é pouco, dirão muitos leitores (e com razão), mas não o suficiente para se proceder à tal revolução de paradigma mais abrangente. Porque, essa tem que ir além da “crise” dos mercados e da falta de emprego. Aqui, as pessoas terão que, obrigatoriamente, reflectir sobre elas próprias, sobre o seu papel enquanto “animal” inserido numa sociedade.

    O problema é que este exercício torna-se de difícil execução, porque pressupõe racionalidade, intelecto, autocrítica, humildade (outros adjectivos haveria).

    Quantas das milhares de pessoas que ainda recentemente desfilaram nas ruas de algumas cidades portuguesas ou estrangeiras chegariam à conclusão que, talvez, a sua forma de estar em sociedade possa já não estar adequada aos novos desafios que se impõem no sistema nternacional e na realidade nacional?

    Por isso, antes de erguerem a sua voz na crítica inócua, talvez fosse importante, primeiro, pensarem sobre a forma como educam os seus filhos, como abordam o seu trabalho, o que fazem para serem pessoas informadas, o que fazem para enriquecer intelectualmente, o que contribuem para a sustentabilidade do planeta, o que partilham com o próximo, e por aí diante.

    E, desculpe o leitor, mas não há revolução de paradigma de sociedade que se faça sem um reflexão profunda sobre estas e outras questões, porque a “crise” da dívida e do desemprego são problemas sociais graves mas, apesar de tudo, circunscritos em termos de paradigma.
    Uma coisa é certa, as massas têm se feito ouvir de forma ruidosa e, nalguns casos, estrondosa, como a Grécia ilustra bem. Mas, por mais que se tente ouvir as pessoas, a falta de sofisticação ideológica (leia-se ideias) no suporte ao seu discurso torna difícil qualquer leitura coerente que permita a construção de um modelo de pensamento que possa servir de referência para as gerações vindouras.

    Perante isto, poder-se-á dizer que o apelo à revolta (das ideias) é desprovido de consistência intelectual e de profundidade quanto ao seu alcance? Provavelmente, sim.
    (…)pensava sobre a grande diferença dos tempos contestatários de hoje e aqueles que se viveram nos anos 60, uma década de pensamento e de ideologia que alterou o modelo de se estar em sociedade no Ocidente.

    E uma das conclusões a que chegou tem a ver com as motivações e os ideais que “chamaram” as pessoas para as ruas naquela altura. Partindo de fracturas concretas com que as sociedades se deparavam (guerra, discriminação, direitos cívicos, etc), o apelo à revolta das ideias foi sofisticado e consistente. O resultado: dinâmica com forte base ideológica (ideias), grupos organizados e focados, movimentos sociais poderosos, entre outros fenómenos consequentes (para o bem e para o mal).

    Outubro 24, 2011 às 12:02 pm

    • Fada,

      Facilmente posso virar esse discurso do avesso: “Uma coisa é certa, as elites têm se feito ouvir de forma ruidosa, e nalguns casos estrondosa, como a multiplicação de comentadores pseudoqualificados ilustra bem. Mas por mais que se tente ouvir os interesses, a falta de sofisticação ideológica (leia-se ideias separadas do patrono que dá emprego) no suporte do seu discurso torna difícil qualquer leitura coerente que permita a construção de um modelo de pensamento que possa servi de referência para as gerações vindouras. “

      Fácil não é? Basta virar o preconceito antipopular de confundir tudo com uma turba desregrada e meia selvagem para termos uma imagem bem menos simpáticas para as “elites” e os frequentadores dos salões de embaixadas…

      As mudanças radicais não são começadas, regra geral, por conceitos muito complexos. Porque como é óbvio a maioria das pessoas não são especialistas no assunto (seja o tema motivador a economia ou a teologia), nem têm que ser. São exigências simples e concretas que se vão acumulando e colando a alguns sectores ideológicos que por sua vez mais tarde (quando já são sólidos) dão alguma aparência de coerência às ideias que circulam – isto sem contar com a armadilha de ver o presente como se fossemos um historiador, ou seja, como se esperássemos uma narrativa completa e coerente coisa que muitas vezes só existe depois do historiador escolher que história quer contar.

      Óbvio que isto não elimina o facto da maioria das pessoas não estar pronta a assumir responsabilidades pessoais sobre esfera nenhuma da sua vida. Mas isso deve-se a toda uma cultura cujo exemplo de topo é deplorável e devo dizer que vejo em muitos comentários deste tipo uma defesa encapotada de elites senis que são a causa de tudo isto. Eles são o paciente zero desta epidemia de instabilidade que varre o mundo. Não vou entrar em como se faz uma mudança de paradigma porque é demasiado variável mas o que posso dizer é que absolver e manter no poder (político, económico e social) quem criou o caos costuma ser má solução.

      Outubro 25, 2011 às 10:48 pm

  5. Eu vi logo que o Nicolau iria virar este discurso dos corredores da diplomacia ao contrário, com uma facilidade espantosa. Ao ponto de me ter dado vontade de copiar e colar nos comentários de O Diplomata!… mas como não tenho esse engenho e arte, uma pena…
    Tenho pensado sim, qual será o vazio de ideias que existe se já tudo foi escrito ou expresso. Seria realmente necessária uma mudança de paradigma? Não bastaria apenas castigar os prevaricadores e fazer as leis funcionarem? Não seria necessário apenas seguir as Constituições e legislar com leis justas? Eliminar o neoliberalismo e o neoconservadorismo?
    Onde se encaixará aqui a “ideia” que nós povo e grandes massas, temos falta de ideias? Será que somos menos inteligentes do que há um século atrás? ou será que nos querem fazer pensar que é isso que realmente acontece?

    Desculpe ter repetido o texto… mas pelos vistos o rato não colou a última parte e quando verifiquei, já o comentário se encontrava para moderação. Pena a wordpress não dar para eliminarmos os nossos comentários quando há erro.
    Desculpe também a extensão dos meus comentários…

    Outubro 26, 2011 às 3:10 pm

    • Por mim pode colar os comentários por lá 🙂 não escondo o que penso.

      Eu também tenho em parte essa impressão. Que para “isto” funcionar de forma aceitável (não digo bem ou perfeita mas aceitável, que desse para todos viverem com alguma dignidade material e pessoal) bastaria começar por aplicar os códigos que já temos. O problema é que na nossa estrutura formal de poder (com tribunais, políticos, empresários e demais fauna) não corresponde à estrutura real de poder – que é muito mais personalizada, dominada por facções (económicas, sociais, religiosas, etc). Em termos que qualquer pessoa possa entender: querem aplicar o que já existe e diminuir o grau de corrupção? Comecem a exigir candidatos que não estejam comprometidos até à medula com a Ordem existente (atenção que isto não é um convite aos extremismos – que não servem para nada e só existem porque se quer dar uma aparência de tolerância e diversidade – antes pelo contrário, é um convite a olharmos com outros olhos para o material humano de qualidade que temos e que este sistema rejeita sistematicamente porque as pessoas ou não se vendem ou são mais competentes que os actuais.

      Quanto às características das massas. Temos realmente muitos defeitos mas e depois? Os nossos líderes não os têm também? Aliás estou certo que algumas das pessoas mais interessantes e inteligentes deste país estão incluídas nas tais massas – à falta de interesse das elites e contactos ficam por publicar e a sua opinião por divulgar. O resto é o preconceito aristocrático das nossas elites a funcionar. Só eles sabem e o nosso único papel é sustentá-los e bater palmas no fim do discurso (mais uma vez faço notar a semelhança com um regime soviético – daqueles já bem decadentes – que as nossas elites ultracatólicas tanto abominam mas parecem imitar). Faltam meios de debate, divulgação (séria e em quantidade) e decisão que não estejam na mão dos poderes estabelecidos. Ao existir isso o mito das massas evapora-se – precisamente por saberem isto é que a educação é um grande campo de batalha ideológica.

      Comente sempre à vontade. Eu aliás sou favor dos textos longos. Os comentários telegráficos tipo twitter não dão para dizer quase nada e muito menos para se falar a sério 🙂

      Outubro 27, 2011 às 11:29 am

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